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Tendências de Mercado de M&A brasileiro para 2026

Foto do escritor: Rafaella Padilha
Rafaella Padilha
2 de abr.
2 min de leitura

O mercado de fusões e aquisições (M&A) no Brasil em 2026 apresenta um cenário de retomada construtiva, impulsionado pela estabilização da taxa Selic — com projeções apontando para uma trajetória de queda, situada em torno de 12,25% a 12,5% ao final do ano, aliviando o custo de capital após um período de restrição. Em sua última reunião realizada em 17 e 18 de março, o Copom reduziu a taxa Selic 0,25%, fixando-a em 14,75%. Mesmo que de maneira ainda tímida, essa atitude trouxe um otimismo para o mercado, com a esperança de que a liquidez retornará ao centro das estratégias, permitindo um ambiente mais propício para o fechamento de transações que estavam travadas. 


Na Pacta Partners, vislumbramos algumas tendências para esse ano:


1. Retomada e Seletividade (M&A 2026)


  • Ambiente Construtivo: Após anos de juros altos e valuations comprimidos, o mercado de 2026 é marcado por uma retomada de confiança, mas com maior seletividade e menores taxas de desconto aplicadas.

  • Valorização da Governança: Investidores estão focando em empresas com forte governança corporativa e geração de caixa, buscando mitigar riscos em um ambiente que ainda exige cautela.

  • Queda da Selic: A expectativa de queda gradual da taxa básica de juros (Selic) aumenta a atratividade de M&As e facilita o financiamento de aquisições. 


2. O Papel do Middle Market como Motor de Consolidação


  • Foco no Middle Market: Médias empresas tornaram-se o alvo principal de consolidação, oferecendo valuations mais atrativos em comparação às grandes corporações.

  • Estratégias de Consolidação: Setores fragmentados estão passando por "roll-ups" (aquisição de várias empresas pequenas/médias para formar um player maior), impulsionados por fundos de private equity buscando eficiência operacional e escala. 


3. Impacto das Reformas: Novas Teses de Aquisição


  • Reforma Tributária e IVA Dual: A implementação da Reforma Tributária a partir de 2026 (instituindo IBS e CBS) simplifica o sistema fiscal, reduzindo ineficiências e custos de conformidade.

  • Teses de Eficiência: Empresas estão realizando M&As para se adaptar ao novo regime de IVA, focando em otimização logística e unificação de sistemas operacionais.

  • Vantagem das Holdings: Com as mudanças tributárias, estruturas de holding familiar e patrimonial tornam-se mais vantajosas, impulsionando reestruturações societárias. 


4. Foreign Capital e Cross border Operations: Investidores Estrangeiros e Fundos Soberanos


  • Retorno do Capital Estrangeiro: O Brasil tem visto uma forte entrada de investidores estrangeiros, com o fluxo na bolsa ultrapassando R$ 40 bilhões até fevereiro de 2026.

  • Participação em M&A: A fatia de investidores estrangeiros em fusões e aquisições aumentou, aproximando-se de 41% das transações, impulsionada por realocações de portfólio global e busca por ativos a preços competitivos em reais.

  • Fundos Soberanos: A busca por energia renovável, infraestrutura e ESG posiciona o Brasil favoravelmente para receber capital de fundos soberanos e investidores de longo prazo.


Em síntese, para o M&A o ano de 2026 começou bem, com maior liquidez e com retorno do capital estrangeiro. A Pacta Partners, com suas sedes no Brasil e na Espanha e sua participação na Associação Global de M&A Pandea, possui grande acesso a investidores estrangeiros e know-how em operações cross border.


Ainda, para quem está planejando a venda de sua empresa ou um desinvestimento, é importante ponderar o cenário de eleições brasileiras, guerras mundiais e instabilidade política, tornando a visão do ano de 2026 otimista porém cautelosa para investidores.

 
 
 

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